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Produção de tijolos de adobe

Tijolos de adobe é uma tecnologia africana muito utilizada nos tempos de hoje, nos dar oportunidade de pensar a construção com um formato ancestral e de baixo nível, um vez que os materiais que são usados para a confecção é basicamente barro *terra, agilosa, com presença de areia na sua composição. algumas das muitas técnicas usadas para fazer tijolos de adobe usam somente a terra agilosa que possua quantidade significativa de arreia, onde a arreia será umas das responsáveis para a liga do tijolo. uma outra técnica é juntar uma pequena quantidade de cimento ou mesmo palhas de milhos ou matos com a características parecida.

Uma variação interessante do adobe, é a conhecida técnica do super adobe, que se diferencia do tijolo de adobe, nos materiais e suas composições, digamos que o suber adobe seja uma tecnica melhorada do adobe, podendo ser feita com materiais como roloes de saco de ráfia, arrame farpado e claro, a terra argilosa. Uma característica que chama muita atenção no super adobe, é que em seu processo, parece ir se formando cobras de saco de terra, formando assim as resistentes e termoinamicas estruturas da parede. Para chegar no resultado esperado, precisa se usar alguns materiais, pois não serão feitos tijolos como na técnica a cima citada. nesse caso sera usado tubos de pvc de 25 cm que ficarao na boca do saco, baldes para carregar as terras, pilãos, martelo de borrachas para dar formas a parede e muito trabalho coletivo. as vivencias que acontecem em torno das bio contrução, que alia manejo duravel, movimentando encontros de trocas de conhecimentos ancestrais e comunitários. em cada camada da cobra de barro que vai se formando coloca-se arrame farpado para fortalecer a junção e nao permitir os deslise da parede criada. Ao mesmo tempo que pensamos e colocamos em praticas, tecnicas ancestrais resgatamos formas de vidas sustentáveis que fortalecem a economia local, usamos menos combustiveis foceis, gastando menos energia, pensando a permacultura como pratica viva do resgate do saber tradicional.

COB - É a mistura de 60 de arreia e 40 de agila, junto com fibras que servirão como a junção do materiais, usadas geralmente palhas do ceral, a ideia é

Impactos das ideias Eugênicas na Diáspora

Eugenia é um termo criado por Francis Galton (1822-1911), que a definiu como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente, pregava que a miscegenação, causaria o desaparecimento da raça humana. O tema é bastante controverso, particularmente após ter sido parte fundamental da ideologia de pureza racial nazista, a qual culminou no Holocausto, e primeiro grande campo de concentração do Congo durante o regime de Leopoldo II de dezembro de 1909) foi o segundo Rei dos Belgas de 1865 até sua morte. Foi também príncipe da Bélgica, duque de Saxe, duque de Saxe-Coburgo e Gotha, duque de Brabante e soberano do Estado Livre do Congo (1884-1908), onde realizou um doas maiores massacres da história, submetendo os povos africanos a diversas experiências darvinistas . As ideias difundidas pelo Darwinismo social acreditam que as sociedades evoluem naturalmente de um estágio inferior para os estágios superiores e mais complexos de organização social. Assim, povos ditos civilizados (os europeus) têm o dever de ocupar, dominar e explorar as culturas “mais atrasadas”, a fim de levar-lhes desenvolvimento, progresso, avanços tecnológicos e permitir-lhes que alcancem os estágios superiores de civilização.

Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existe um certo receio quanto ao seu uso entre os seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana, negando o caráter animal de nossa espécie. Atualmente, diversos filósofos e sociólogos declaram que existem diversos problemas éticos sérios na eugenia, como o abuso da discriminação, pois ela acaba por categorizar pessoas como aptas ou não-aptas para a reprodução.

Construída com base nos estudos que viria a gerar uma defesa estrutural para o que conhecemos hoje como RACISMO, a eugenia serviu de base de epistemologia que tentava pregar a pureza e superioridade da branquitude e sobre tudo no Brasil, teve apoio de historiadores e juristas a exemplo de Oliveira Viana, Monteiro Lobato e muitos outros. A partir dessas ideias nasceu a criminologia, que consiste no estudo da natureza dos crimes, do comportamento criminoso da vítima e das maneiras de reinserir o criminoso na sociedade.

A criminologia moderna procura se estruturar através dos métodos observacionais e na interdisciplinaridade para formular um estudo consistente que auxilie no combate e prevenção das atividades criminosas na sociedade. Esses estudo foram elaborados a partir de estigmas, e ao vir no brasil por volta dos anos 60 e 70, Cesare Lombroso, realizava pesquisa, medindo tamanho do crânio, lábios, testas e PRINCIPALMENTE COR DA PELE e a partir disso essa teoria poderia prever possíveis criminosos em potenciais. Mesmo parecendo uma pura loucura isso esta sendo colocado em prática pelo estado Brasileira, valendo ressaltar que as praticas da policia esta atrelada diretamente as ideias criadas pelos criadores do Racismo estrutural, e é de longe a maior ferramenta de defesa da limpeza étnica dos povos africanos diaspóricos e indigenas nas Américas. Logo o que está fantasiado de guerra as drogas e a criminalidades é sem sombra de dúvida um ato constante ato de execução sumária dos povos africanos e indigenas e seus decendentes, quando analisamos por exemplo a ação truculenta e genocida da polícia no Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e outros estados com auto índice de mortes ocasionados pela ação desse braço armado e que dá vida as ideias dos eugenistas, infelizmente notamos a parte prática dessa teoria, e não podemos naturalizar a ideia que deixa de forma invisível a continuação do processo colonial que permanece vivo nessa tal modernidade!

Mil Onilètó Alagbede

ILE ASE ALAGBEDE OLODUMARE

Centro Unificado Pan-Africanista (C.U.P)

O que acontece no brasil Genocídio ou extermínio?

Um fruto do processo colonial Racista, é a não compreensão do que acontece na realidade na DIÁSPORA e PRINCIPALMENTE no continente africano, com o ensurdecimento do povo preto fica cada vez mais difícil o combate e enfrentamento dessa mazela. um exemplo emblemático é a confusões a cerca do que é genocídio e extermínio, levando o uso errado dos substantivo para descrever situações de execuções sumárias de pessoas pretas, o que pode minimizar a situação e enfraquecer a tentativa de resoluções.

Para discorrer um pouco sobre a confusão de entendimento, vamos falar aqui de GENOCÍDIO e o Extermínio, ambos substantivos usados para descrever destruição, morte e extensão, esses possuem significados um tanto diferentes. O que vale ressaltar é a origem cientifica epstemiológias das ideias que foram fundante para o racismo e a situação desumana que os africanos diaspórico e continentais vem sofrendo, desde os primeiros campos de concentração no como porem o extermínio descreve morte de pessoas, de forma minimizada, sendo direcionada a acontecimentos específicos e com uma extensão detalhada facilmente a uma pequena quantidade de pessoas ou a um grupo específico, podendo o genocídio ser citado como método que pode levar ao ato pratico do extermínio.

O genocídio foi, na época da colonização européia na América Latina e na África, largamente utilizado para que com o extermínio dos povos indígenas, se tornasse mais fácil para a Europa a escravização daqueles que lá habitavam. Hoje a palavra genocídio tem sido definido como o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e (por vezes) políticas. Há algum desacordo, entre os diversos autores, quanto ao facto de se designar ou não como genocídio os assassinatos em massa por motivos políticos. O genocídio é um tipo de limpeza étnica.

Quando analisada a situação violenta que as comunidades negras tem sofrido, como o exemplo da ação da polícia, que tem forte influências de pensamentos estruturados com essa finalidade de realizar uma hierarquia étnica que ao propor uma superioridade e supremacia branca, pregou em suas teses científicas a limpeza étnica dos grupos menos desejados, ao passo que criaram uma ideia infundada que a miscigenação da raça branca com a preta e indígena causaria a degeneração da raça humana, apesar de inconsistente essas ideias tiveram e tem profunda influencia no modos operantes brasileiro e talvez mundial. Hoje no Brasil são vitimizados 63 negros diariamente, e em quase sua totalidade vítimas de ações violentamente por parte da polícia.

Genocídio tem sido definido como o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e (por vezes) políticas. Há algum desacordo, entre os diversos autores, quanto ao facto de se designar ou não como genocídio os assassinatos em massa por motivos políticos. O genocídio é um tipo de limpeza étnica.

O termo genocídio foi criado por Raphael Lemkin, um judeu polaco, em 1944, juntando a raiz grega génos (família, tribo ou raça) e -caedere (Latim - matar). Com o advento do genocídio dos judeus pelo regime nazi, o Holocausto, Lemkin fez campanha pela criação de leis internacionais, que definissem e punissem o genocídio. Esta pretensão tornou-se realidade em 1951, com a Convenção para a prevenção e repressão do crime de genocídio.

De acordo com relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre o Assassinato de Jovens, divulgado na semana passada em Brasília: todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são assassinados. São 63 por dia. Um a cada 23 minutos.

A investigação tem como base os números do Mapa da Violência, que revelou que, entre 2002 e 2012, a taxa de homicídios da população branca caiu 24,8%, enquanto a da população negra ascendeu 38,7%, significando que os negros morreram 72% mais que os brancos.

plano de manejo de guaiamun BA

PROCESSO DE PRODUÇÃO DO PLANO DE MANEJO DO GUAIAMU

DIA 02 (Sodre)

No segundo dia de trabalho seguimos com outra equipe de trabalho, sendo a equipe técnicas responsável pelo mapeamento Professor Rafael e eu (Mil) e os pescadores responsaveis de nos levarem aos pontos a serem mapeados, sendo eles, seu Ze do Guaiamu, nene, seu filho Bruno e sua companheira ..., dona ..., e seu..., o destino foi ilha de cajaíba, seguindo pelo mar aberto até o canal de Sodre, na ilha de Cajaiba. O local é acessado principalmente por pescadores e marisqueiro, que quase sempre acampam ficando por vários dias na região pescando e mariscando até acumulares uma quantidade considerável estipuladas por suas metas.

Nossa passagem foi com a ideia de acompanhar a coleta do guaiamu, nosso dia começou cedo, saímos de São Francisco do Conde para o Quilombo de Don João, partindo pra nosso trajeto por mar, na ideia de ficarmos o dia todo em atividade de pesca, no caminho marítimo até o Sodre tivemos a oportunidade de passar por diversas COROAS, espaços de areia em pleno mar que também é rio, é nessa coroa que os pescadores e marisqueiro retiram seus sustentos, por ser um lugar que facilita a pesca por ficar a cima do nível do mar, no mesmo local encontramos pessoas se divertindo e pescando ao mesmo tempo. Dai percebemos a importancia do mar em perfeito estado para qualidade de vida das pessoas das comunidades ao redor, sendo o mar a principal fonte de sustento dos mesmos.

plano de manejo guaiamu BA

PROCESSO DE PRODUÇÃO DO PLANO DE MANEJO DO GUAIAMU -BA

DIA 01 (CAJAIBA)

Hoje fomos em alguns territórios de pesca do Guaiamu, inclusive fomos a aquela ilha que fica do outro lado da maré em São Francisco do conde, a ilha da Cajaíba, fui na senzala em ruínas e registrei algumas fotos e vídeos com a nossa câmera e com a câmera do professor Thiago. Na verdade fiquei responsável por esse processo de registro e marcação dos geo pontos, hoje fizemos uma rota com Três pescadores de Santo amaro, eles foram falamos como e onde era o processo de coleta, e ao menos tempo foram explicando o que leva o desaparecimento do guaiamu, o que o estado diz ser da responsabilidade dos próprios pescadores o processo de extinção do Guaiamu, ficou evidente já nesse primeiro passeio de pesquisa. Nessa ilha de Cajaíba que sempre ouvi falar como lugar mal assombrado e tal, na verdade é mantida como se fosse uma fazenda de um suposto vereador de São Francisco do conde, outras históricos ouvir dizer que era de um gringo. O fato que é gigantesca e tem um monte de gados cavalos e algumas casas. que pelo que vimos 2 delas eram ocupadas por um vaqueiro, e um outros dois senhores, provavelmente juntos cumprem o papel de vigias da propriedades, impedindo a ilha de ser acessada pra outras pessoas, a não ser para a pescada do guaianazeiros, que tem um especie de licença pra pescar. porem o lugar onde tem mais guaiamu geralmente fica todo danificado, pois os mineralizes da costa oca colocam o gado pra pastar justamente no lugar onde as casas do guaiamu ficam, na verdades são buracos, na terra firme e não na lama do mangue propriamente ditos. diferente do caranjeiros que fazem as casas na lama. Foi massa conhecer um pouco mais da realidade dos pescadores artesanais, e percebi a carências deles entenderem sobre tecnologias e principalmente as cartográficas, sendo as cartografia essencial pra esse processo de encurralamento que o estado brasileiro fez. Eles alegam que o guaiamu esta sumindo e que pra se pescar a partir de novembro tem que ser de acordo com as regras de manejo que eles estabelecerem, caso a comunidade não crie a deles por conta própria. o tempo ta passando muito rápido e acredito que vão se intensificar esse trabalho. e como não sou besta vou ajudar eles me ajudando. vou usar todo esse material que tô colhendo como tese de conclusão de curso e falar da importância da apropriação de tecnologias de mapeamento colaborativo e cartográficas para os povos e comunidades tradicionais para resistirem a processos de negações de direitos.

Homenagem ao awo pai Euclides "Talabian" Ferreira

Homenagem ao pai Euclides "Talabian" Ferreira

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 Homenagem ao pai Euclides "Talabian" Ferreira Casa Fanti Ashanti em em São Luiz,Maranhão. Rua Militar 160 Bairro Cruzeiro do Anil

Pai Euclides abriu o seu terreiro em 1958, no sítio do Igapara, com o nome de Tenda de São Jorge Jardim de Ueira. De acordo com o Estatuto do terreiro, transcrito em um dos seus livros publicados (FERREIRA, 1987, p.121), apesar da Casa ter recebido uma denominação semelhante à de muitos terreiros de Umbanda ou de caboclo, já teria nascido identificada com a nação Fanti-Ashanti [6].

Mas tudo indica que, durante muito tempo, era mais conhecida como terreiro de Tabajara, de Juracema (entidades caboclas) e de Mãe Maria, entidade feminina que, apesar de não ter incorporado nele no Terreiro do Egito, foi muito importante nos primeiros anos da Casa e que foi mais tarde por ele apresentada no Candomblé como a Oxum mais velha (FERRETTI,M., 2000, p. 263). Em 1963, a Casa Fanti-Ashanti foi transferida para o bairro do Cruzeiro do Anil. Cinco anos depois era realizada ali a primeira iniciação completa de filho da Casa - o paraense João Albino de Aquino, adotando características que fugiam do modelo da Mina do Maranhão e a aproximavam do Candomblé da Bahia.

Mas, na época, Pai Euclides se apresentava como babalorixá de inkice Talabian de Urumilá, como foi registrado no certificado conferido àquele filho-de-santo. Em 1974, Pai Euclides se apresentou à pesquisadora Maria Amália Barretto como filho de To Alabi Oxanaim (sic.) de Urumilá e de Oxum Apará (BARRETTO, 1977, p.121).

A quarta ligação de Pai Euclides com entidade associada a Lissá ocorreu 8 anos após a iniciação de João Albino e cerca de 10 anos após o falecimento de sua mãe-de-santo, quando ele recebeu Orixá Oguiã no Xangô de Recife (1976). Em 1980, depois de “tirar a mão de vumbe” em Recife, oficializou, na Casa Fanti-Ashanti, o Candomblé que, segundo declara, já vinha sendo adotando desde 1976 (FERREIRA, 1984, p.11), passando a entrar em transe no Candomblé principalmente com Oxalá e a receber Mãe Maria como Oxum.

A partir daí o seu terreiro, que já vinha em expansão, cresceu bastante, passou a ser mais apresentado e conhecido como de Oxalá e sua nação passou a ser definida mais como jeje-nagô do que como fanti-ashanti. No 30º aniversário do terreiro, Pai Euclides se refere a ele como “Casa Branca Fanti-Ashanti” e como “Casa de Oxalá”.

Com a “mudança de nação” da Casa Fanti-Ashanti, Pai Euclides reelaborou sua identidade jeje e passou a apresentar-se como ligado ao jeje-mahi, nação em que seu pai-de-santo Severino Ramos, o Raminho de Oxossi, recebeu parte do seu axé (FERREIRA, 1987, p.98). Mas, mesmo “mudando de nação”, ele continuou alimentando o sonho de se ligar diretamente a um sacerdote africano do Gana ou do Benin (FERRETTI, M, 2000, p. 180), o que implicaria numa retomada de suas ligações com o Terreiro do Egito e com o vodum Lissá, na Casa das Minas.

“[5] No certificado preparado para o paraense João Albino de Aquino, a Casa era apresentada como “Abassá Olissa de Urumilá”, do babalorixá de inkice Talabian de Urumilá. A relação de Pai Euclides com Urumila já foi por ele lembrada para justificar a realização em sua Casa da Festa do Espírito Santo, tradicional no Maranhão, considerando-se que no sincretismo afro-brasileiro os dois são associados. [6] Não localizamos, no SIOGE (imprensa oficial do Estado), o Diário Oficial em que foi publicado o referido Estatuto.”

O terreiro, Tenda São Jorge Jardim de Oeira da Nação Fanthi-Ashanthi, foi inaugurado no dia 01 de Janeiro de 1958 no sítio do Igapara às margens do rio bacanga em um lugarejo de São Luis, posteriormente a Casa Fanthi-Ashanthi transferiu-se para a Rua Militar, nº 1158, no bairro do Cruzeiro do Anil em São Luis-MA, no dia 01 de Janeiro de 1964, onde permanece até os dias atuais, um local estratégico e facil de se chegar. Não somente como pioneiro a implantar o candomblé no estado do Maranhão, precisamente em São Luis, mas também como cultuador do tradicional Tambor-de-Mina e outros ritos, se mantendo bastante coerente no trato das questões religiosas considerando com muito cuidadoas práticas que a casa difunde, para que não haja choque entre a ancestralidade e a comunidade.

fonte:http://ileajagunan.blogspot.com/ fonte:http://fotolog.terra.com.br/ellegua:177

biografia sobre candoble nago egba
  1. Roger Bastide, Imagens do Nordeste Místico em Branco e Preto, RJ, Gráfica O Cruzeiro, 1945, cap. 5.
  2. Maria do Carmo Tinoco Brandão, Xangôs tradicionais e Xangôs umbandizados do Recife: organização econômica, tese de doutorado em Antropologia Social, SP, Universidade de São Paulo, 1986.
  3. José Jorge de Carvalho, 1984, (em inglês) Ritual and music of the Shango cults of Recife, Brasil. Tese de PhD em Antropologia Social, Belfast: The Queen’s University of Belfast .4. Idem. 1988, A força da Nostalgia: a concepção de tempo histórico dos cultos afro-brasileiros tradicionais, Religião e Sociedade, vol 14, nº 2, pg 36-61.
  4. Idem. 1992. Estéticas da Opacidade e da Transparência. Mito, música e ritual no culto Xangô e na tradição erudita ocidental, Anuário Antropologico/89, 83-116 RJ, Ed. Tempo Brasileiro.
  5. Idem. Cantos Sagrados do Xangô do Recife, 1983, Brasilia, Fundação Cultural Palmares.
  6. Idem & Rita Laura Segato, 1986, Musik der Xangô-Kulte von Recife (em alemão), em: Tiago de Oliveira Pinto (org), Brasilien, Einführung in die Musik-traditionen Brasiliens, 176-192, Mains:Schott.
  7. Idem. Cantos Sagrados do Xangô do Recife, 1983, Brasilia, Fundação Cultural Palmares.
  8. Rita Laura Segato, 1990, Iemanjá em familia:mito e valores civicos no Xangô de Recife, Anuário Antropologico/87, 145-190 RJ-Brasilia EdUnB/Tempo Brasileiro.
  9. Idem, Santos e daimones, 199.., Brasilia, Unb.
  10. Pedro Cavalcanti, As seitas africanas do Recife, em Estudos Afro-brasileiros (trabalhos apresentados no 1º Congresso Afro-brasileiro reunido em Recife em 1934, 1º vol.) RJ, Arielk, 1935.
  11. Manoel do Nascimento Costa, Sacrificio de animais e distribuição da carne no ritual afro-pernambucano; em Roberto Motta, Os afro-brasileiros: Anais do III Congresso Afro-brasileiro, Recife, Massangana, 1985.
  12. Gonçalves Fernandes, Xangôs do Nordeste, RJ, Civilização Brasileira, 1937.
  13. Gilberto Freyre, “Xangôs” em Guia Prático, Histótico e Sentimental da cidade do Recife, RJ, José Olympio, 1968.
  14. Idem, “Pai Adão babalorixá ortodoxo”, em Pessoas, cores e animais 2ª ed. Porto Alegre, Globo, 1981.
  15. Roberto Motta, “Bandeira de Alairá: a festa de Xangô-São João e problemas de sincretismo, em Carlos Eugênio Marcondes de Moura(org), Bandeira de Alairá: outros escritos sobre a religião dos orixás, SP, Nobel, 1982.
  16. Idem, Cidade e devoção, Recife, Ed. Pirata, 1980.
  17. Idem, “Catimbós, Xangôs e Umbandas na Região do Recife em Os Afro-brasileiros: Anais do III Congresso Afro-brasileiro, Recife, Massangana, 1985.
  18. Reginaldo Prandi, Os Candomblés de São Paulo, SP, Hucitec/Edusp, 1991. Benção, Kolofé a todos.
Lagbaye Lyika: uma proposta de Ouvidoria Cartográfica

Conheça o sistema Online de ouvidoria dos povos e comunidades tradicionais baseado em uma tecnologia africana de MAPEAMENTO COLABORATIVO! Por ele você pode realizar reportagens e mapeamentos colaborativos, potencializando o acesso a ferramenta de cartografias coletivas e de fácil uso para nossa auto-defesa no territorio digital da internet!

O QUE

O nome da ferramenta é diferente né? é do idioma africano, IORUBA: Lagbaye: Geográfico Lyika: Revolução * revolução geográfica do idioma Iorubá por que precisamos dizer de onde começaremos nossa conversa, e é de bom grado que eu fale do meu lugar. Pensamos tecnologias a partir de uma afro-pespectiva ao passo que também fazer dela um espaço de reflexão da interseccionalidade assomática dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana na diáspora brasileira. Percebendo o cenário que vivemos virtualmente, nos tempos atuais, em que tudo se passa pelo meio digital, a tecnologia é um espaço de disputa que reverbera nos povos pretos e pobres a marca da exclusão, pois não seria diferente dos diversos espaços da branquitudes e sua sede de poder sobre os domínio imperialista e escravocrata que dominam o território da internet.

POR QUE

Nossa ideia é provocar uma reflexão critica das ferramentas que usamos desde nossos computadores, nossas redes e analizar quem tem o poder e domínio desses meios e quais as formas de nos apropriamos e criamos ferramentas que atenda nossa necessidade, percebendo que esse espaço que nos nega acesso onde a população brasileira é de aproximadamente 196,7 milhões e somente 94,2 milhões utiliza a internet, sendo que aproximadamente 125 milhões não tem esse privilegio. Entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos, esse número é de 56,3%, diferença descarada. Somente 13,3% do povo preto usam a Internet, duas vezes menos que os brancos que é (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) contrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%). vamos tentar devagar e sempre nos livras de todas as amarras que supremacia branca tem nos imposto, viemos trazer a tona a parte de universo que é nossa, africana e indigena, o mapa lagbaye liyka é uma ferramenta online que permite enviar relatos REPORTAGENS, com um preenchimento de um simples formulário, facilitando o compartilhamento e acompanhamento de uma extensa área de um território, enviando texto, fotos, links de vídeos e informações extras no mesmo documento, enviadas a uma categoria de escolha do remetente, podendo ser compartilhado em massa com o sistema de ALERTA que dá agilidade a tempo real para a DESCENTRALIZAÇÃO da informação. podendo ser reportado para contatos estratégicos, por SMS, E-MAIL criando assim uma rede descentralizada de compartilhamento de informações.

COMO

De muito fácil uso o Lagbaye Lyika pode ser usado através de celular smartfone ou computador é possível acessar o sistema.

Sendo uma ferramenta aberta e coletiva diversos parceiros tem solicitados categorias especificas tendo assim uma capilaridade gigantesca para trabalhar diversos temas. No tocante a interseccionalidade a ferrramantas trabalha dando suporte a report de diversas formas de opressão se tornando assim uma forte ferramenta de combate e enfrentamento as diversas opressões, sendo assim ouvidoria nata. Alguma das categorias que mais tiveram denuncia foram: Situação de Conflitos – Povos e Comunidades Tradicionais; Juventude Cigana; Genocídio da Juventude Negra e Pobre e periférica; e Violação do Direito a Educação. Os locais com mais denúncias foram: Maranhão – com 159 denuncia; e a Bahia – com 21 denuncias.

A participação popular para este Sistema é extremamente importante, já que com relatos contendo mais detalhes ajudarão na segurança das pessoas. Seu relato para o Mapa Lagbaye Lyika pode ser enviado tanto por computador como por celular:

TUTORIAL DE USO BASICO

Computador

PASSO 1: Abra o link https://juventudeativa.crowdmap.com;

PASSO 2: Clique no botão (ao lado do banner) “Enviar Relato” (parte superior direita da tela);

PASSO 3: Preencha os campos com seu relato. Por favor seja eficiente e objetivo! Lembre-se que a segurança das pessoas agora depende de você;

PASSO 4: Coloque o endereço correto e dê “zoom-in” para ter certeza que o ponto está no lugar certo. A precisão das informações no mapa é o muito importante nesta ferramenta, do contrário, pessoas podem sofrer danos ou perdas ou informações históricas podem ficarem incorretas;

Celular:

PASSO 1: Abra o app Ushahidi e espere ele sincronizar. A primeira vez deve demorar uns 3 minutos. Aguarde!;

PASSO 2: Clique no botão “+” do canto inferior direito para adicionar um novo mapa;

PASSO 3: Coloque um nome qualquer, tipo: Mapa de Risco (ou outro de sua preferência);

PASSO 4: Coloque a URL:https://juventudeativa.crowdmap.com; Ao abrir o mapa, você pode enviar seu relato clicando no ícone de câmera na parte inferior da tela, funciona de maneira semelhante ao famoso Instagram, mas você pode contribuir com foto, texto e vídeo.

O sistema tem sido usado para diversos fins, adequando-se a necessidade cartográfica de todo mundo, um grande exemplo é o uso para denúncias enviadas por pessoas que não querem se identificar, tendo a necessidade de georeferenciar um acontecimento, fato, uma história. como foi o dado o acompanhamento e mapeamento dos casos de assassinatos de lideranças de terreiros de 2018 dos povos negros e principalmente povos de terreiro do Pará, com sua crescente onda de violências contra lideranças de terreiros da Amazônia negra.

Pensado para servir como uma ferramenta de ouvidoria permanente para diversas CATEGORIAS com as riquesas das informações que podem ser enviado pelo MAPA, facilita o acompanhamento colaborativo ao passo que POTENCIALIZA, seu uso como uma ferramenta de ouvidoria dos povos e comunidades tradicionais, Como criação de mapeamento colaborativo de grupos culturais, mapas das folhas, mapa das parteiras e curandeiras como no caso de auto-demarcação territorial, planos de manejos da biodiversidade, controles de desmatamentos, alertas de incêndios, áreas de riscos de desastres naturais, diversos são as possibilidades de uso.

O formato que o sistema mais prima nessa nova edição, é o mapeamento com vertente de salvaguarda dos saberes e fazeres, ligando assim, a pratica da memória coletiva, dos saberes e fazeres que estão intimamente ligada aos valores territoriais. Assim provocamos o uso das técnicas de cartoprática como uma forma de previnir acontecimentos desastrosos tantos naturais e humanos, pensando a ferramenta com a possibilidade de guardar e proteger os bens naturais e humanos de nossas comunidades para não termos que enviar um relato de algo muito ruim que .

A ferramenta aposta na estruturação da rede descentralizada de comunicação, percebendo a necessidade de internacionalizar e federalizar as diversas formas de genocídio e potencializar um uso mais do nosso jeito desse território digital que é a internet. é preciso

Relatório Formação Apropriação Tecnologica em Belem do Para

Formação apropriação tecnológica e Quilombismo Digital

durante os dias 7 , 8 do mês de junho de 2019, ocorreram durante o projeto festival exu, as oficinas de apropriação tecnológicas e quilombismo digital com Mil Onilètó e Guine Ribeiro na ideia de fomentar o uso de tecnologias de comunicação livre baseados em um sistema operacional Gnu Linux , Exemplo apresentado na oficina foi Etertic 10 por ser fruto de um arduo trabalho de comunicadores que pensam um sistema operacional voltado para Radio Livre e comunitárias, como uma estratégia de conservar os valores da comunicação estratégica dos povos de comunidades tradicionais de diversos lugares do Brasil.

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Os movimentos de massa, apresentam uma grande necessidade de terem e fácil acesso e assim comunicarem-se mantendo os valores de suas comunidades e trocarem experiencias, saberes e fazeres, gerir de forma avançada aia denunciar situações diversas em suas comunidades, Pensando a comunicação livre e soberana como um direito desses povos e comunidades a atividade foi pensada para fomentar e introduzir as tecnologias não proprietárias focadas na liberdade desse público e junto a isso descentralizar essas de ferramentas usadas pelas comunidades, voltada para 20 comunidades de terreiros da Região Amazônica brasileira e contou com oficinas sobre a importância das ferramentas de comunicação livres diante do cenário nacional que vivemos. durante a conversa foram feitas problematização das principais ferramentas usadas pelos diversos movimento no Brasil, apontando a preocupação da vulnerabilidade desses povos diante de um uso despreocupado de ferramentas de comunicação de grandes empresas proprietárias.

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Como contra ponto a essas grandes empresas que assemelham a grande latifundiários de terras, só que de um grande território digital, foi apresentadas algumas alternativas como uso de email, bate papos para celulares e computadores, noção básicas de criptografia, ferramentas estratégicas de envio e recebimentos de alertas georeferenciadas de diversos lugares do mundo, atrelando assim essa ferramenta de cartografia colaborativa como um centro de reportagem colaborativa, afim de enviar conteúdos inclusive de forma anônimas de acontecimentos de diversos cantos da Amazonia para a Rádio Exu.

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Ferramentas pensadas para descentralização de textos e conteúdos diversos foi apresentada através da Ikiwiki, ferramentas que possibilita um uso offline da plataforma. Ideal para comunidades da Amazônia que não possuírem sinal fixo de internet.

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no Centro da Formação estava o sistema Operacional Gnu Etertic, na sua versão 10, batizada de kuntur, desenvolvido por Javier Obregón com apoio da rede de rádios comunitárias e software livre, sistema focado na liberação de radio comunitárias,

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